Tudo o que você precisa saber
para um dia a dia com mais saúde.

 


Ruídos e surdez

Bem estar garantido é bem estar sem ruído

Existe uma campanha atualmente para conscientizar a população brasileira sobre o ruído e seus efeitos. Isso inclui conscientização sobre os efeitos do ruído na saúde, na qualidade de vida, no meio ambiente, bem como a conscientização sobre a responsabilidade de cada um em reduzir o ruído gerado pelas atividades diárias.

A presença de ruído constante quando ultrapassa determinados limites pode desencadear efeitos patológicos.  Em intensidades menores, o ruído produz incômodo, dificulta ou impede a atenção, a comunicação, a concentração, o descanso e a qualidade do sono. A diminuição do rendimento escolar e profissional, os acidentes de trabalho e de tráfego são algumas das consequências.  A manutenção destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e stress, o que por sua vez leva a outros transtornos como doenças cardiovasculares e alterações do sistema imunológico. A exposição a ruídos também pode levar à surdez. As lesões no ouvido interno podem ocorrer após uma exposição simples ao ruído intenso como estouro de foguetes ou após exposições prolongadas de meses ou anos. Exposições constantes a ruídos de máquinas, motocicletas, música em intensidade alta, uso de fones de ouvido, podem levar à surdez. Estudos apontam para a presença de surdez em indivíduos jovens devido à exposição a ruídos intensos e uso de fones de ouvido. Importante também chamar atenção para o ruído em ambientes frequentados por crianças, como festas de aniversário e o o horário do intervalo entre aulas em escolas. As lesões de ouvido interno são irreversíveis, portanto o controle do ruído que é perfeitamente possível de ser feito é condição importante para prevenção de patologias.

 
 

Dicas para enfrentar a baixa umidade do ar

A Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que o ideal  é que  a umidade relativa do ar a varie entre 50% e 80%.

Quando estes níveis caem, como é comum acontecer no nosso inverno, as vias aéreas necessitam trabalhar mais porque a mucosa nasal precisa umidificar o ar para que as trocas gasosas que ocorrem no pulmão mantenham quantidade de água necessária.

Com este excesso de trabalho as defesas do corpo podem diminuir favorecendo o aparecimento de alergias (rinites, sinusites e asma), assim como viroses e inflamações por bactérias.

Portanto, é bem indicado tomarmos algumas medidas para amenizar estes quadros como:

1.        Beba bastante água. Um copo (200 ml) a cada duas horas é o ideal. A hidratação deve começar por dentro.

2.       Toalhas úmidas ou recipientes com água pelos ambientes da casa ajudam nos dias extremamente secos, põem devem ser colocadas em ambientes ventilados, caso contrário não produzem o efeito desejado. O ideal é que sejam usadas durante o dia em que os níveis de umidade
 estão mais baixos. À noite naturalmente estes níveis sobem naturalmente

3.       Os umidificadores de ar podem ajudar bastante, mas novamente devem ser usados durante o dia. Evite o uso em ambientes pouco ventilados, pois  favorecem o aparecimento de fungos,podendo  desencadear ou piorar quadros de alergia.

4.       Lave o nariz com soro fisiológico. Não utilize água da torneira, pois contém cloro, o que pode irritar ainda mais a mucosa nasal.

 

 
 

O entra e sai de ambientes refrigerados ataca o sistema respiratório.

Faz mal, sim!

O entra e sai de ambientes refrigerados ataca o sistema respiratório.

O motivo: “O contraste térmico abrupto associado ao ar seco e à poluição compromete os mecanismos de defesa das vias respiratórias”, explica o médico Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Os anticorpos do pulmão tornam-se menos eficientes e os cílios e alvéolos trabalham menos na expulsão das partículas, como poeira e poluição. Isso favorece o acúmulo de secreção no sistema respiratório. O organismo fica predisposto a infecções e mais suscetível a vírus de gripes e resfriados. Nos portadores de doenças pulmonares, como asma, bronquite e enfisema, o quadro pode se agravar.

As consequências: tosse, rouquidão, garganta irritada, sinusite e conjuntivite.

recomenda-se deixar recipientes com água nos recintos fechados refrigerados para manter o ambiente menos seco. É preciso, ainda, evitar as mudanças bruscas de temperatura, principalmente diferenças superiores a 10 graus e permanecer agasalhado em ambientes frios. A limpeza do filtro do ar condicionado deve ser feita mensalmente.

Como amenizar o problema:

  • Recomenda-se deixar recipientes com água nos recintos fechados refrigerados para manter o ambiente menos seco.
  • Evitar as mudanças bruscas de temperatura, principalmente diferenças superiores a 10 graus e permanecer agasalhado em ambientes frios.
  • A limpeza do filtro do ar condicionado deve ser feita mensalmente.

Fonte: Revista Veja Edição 2150 03/02/2010 /

 In: http://www.vocalis.com.br/saude_vocal/arq/100305_faz_mal_sim.html

 
 

Ronco e Apnéia do Sono

O ronco é um ruído respiratório durante o sono causado por obstruções das vias aéreas superiores. Estas obstruções podem ser mecânicas, como por exemplo, quando se tem aumento de massas nessa região como adenóide aumentada ou por presença de flacidez dos músculos da região de faringe que comprometem a passagem do ar. Além de problemas sociais ou de relacionamentos que a presença do ronco pode causar o mais preocupante é que ele pode estar associado à Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) que é caracterizada por pausas respiratórias durante o sono. Os sintomas mais evidentes da apnéia podem ser a presenças de ronco, sono não reparador e a sonolência excessiva durante o dia. O sono pode ser agitado e levar o indivíduo a acordar várias vezes durante a noite com necessidade de urinar, levantando-se de manhã cansado e muitas vezes com dor de cabeça. As pausas respiratórias ocasionam diminuição da oxigenação. A baixa oxigenação pulmonar e cerebral leva o sistema nervoso central a agir em busca da abertura das vias aéreas superiores. Nesse momento o indivíduo tem um forte ronco e um microdespertar, que apesar de inconsciente, é suficiente para fragmentar o sono. A falta de oxigênio no sangue, em cada episódio de parada da respiração, pode promover doenças cardíacas ou agrava-la quando já é existente. A sonolência excessiva e o cansaço durante o dia reduzem a capacidade de trabalho, podendo causar acidentes automobilísticos ou acidentes de trabalho. A impotência sexual é outra conseqüência da apnéia do sono. Durante o sono os músculos da faringe e da língua tendem a se relaxar, assim como toda musculatura do corpo. Esse relaxamento em músculos que apresentam flacidez gera obstrução das vias aéreas superiores, dificultando o fluxo aéreo e causando os ruídos (ronco) e as pausas respiratórias. Tanto adulto como crianças podem apresentar ronco e apnéia obstrutiva do sono. A terapia fonoaudiológica associada a outros tratamentos quando necessários, focada em melhorar a flacidez muscular e adequar funções como, por exemplo, a respiração pelo nariz vem demonstrando bons resultados. Por meio de exercícios específicos consegue-se o fortalecimento muscular de tecidos que ressoam e descem quando o indivíduo está deitado, estreitando ou obstruindo parcialmente as vias aéreas. Tem-se como conseqüência a diminuição do ronco e do número de paradas respiratórias e portanto contribuindo para a melhora da saúde geral do indivíduo.

 Autora: Profa. Dra. Viviane Degan

Foanoaudióloga -  Especialista em Motricidade Orofacial

Mestre e Doutora em Odontologia - FOP/UNICAMP

Publicado na Revista Expressão Regional)

 
 

Como fazer a higienização do nariz

APRENDA COMO FAZER A HIGIENE DO NARIZ: A limpeza nasal adequada pode prevenir doenças respiratórias e ajudar no tratamento das rinites, sinusites, gripes e resfriados. Melhora e respiração e pode diminuir os episódios de ronco. A higienização nasal pode ser feita com soro fisiológico (0,9%). A embalagem de 10 ml é pratica, pois sendo pequena, pode-se utilizá-la durante 24 horas sem a necessidade de acondicioná-la na geladeira. A embalagem maior precisa ficar em refrigeração. Porém para utilizá-lo deve-se aquecer até a temperatura corporal. Podem ser usados o micro-ondas ou banho-maria ou também, friccionar o vidro entre as mãos para aquecer o conteúdo. Para avaliar a temperatura do soro use o dorso da mão. Evite assuar o nariz, principalmente em caso de obstrução nasal. O hábito de assuar fortemente quando o nariz está entupido pode enviar secreções para os ouvidos ou para as cavidades paranasais.

Cuidados com o soro fisiológico: Armazenar em geladeira. Renovar a cada 07 dias. Não deixar o conta-gotas entrar em contato com o frasco de soro (colocar o soro da limpeza em um pequeno copinho e desprezar o soro que sobrar). Algumas embalagens em formato de spray do soro fisiológico foram desenvolvidas para se evitar a contaminação e para facilitar a limpeza nasal. Além disto, o fluxo contínuo de ar pelo nariz é um dos responsáveis pela retirada das secreções que são formadas dentro do nariz. Portanto, para que as crianças tenham um nariz limpo é preciso que elas respirem adequadamente. Referencias Bibliograficas: Thuler, E; Guimarães KCC; Degan, V V.

 
 

iPod e tocadores de música lideram causas da perda de audição entre jovens

O hábito de ouvir música em volumes acima de 85 decibéis está prejudicando a saúde dos adolescentes

(Thinkstock)
O uso de tocadores de mp3 é um dos principais responsáveis pelo aumento de 30% na perda de sensibilidade auditiva por jovens na faixa entre 12 e 19 anos Ouvir música com um fone de ouvido e volume elevado está entre as principais causas de perda parcial de audição entre os adolescentes americanos.
O problema foi diagnosticado em um estudo conduzido por Josef Shargorodsky, do Hospital para Mulheres de Boston. Segundo o médico, o uso de iPods e outros tocadores de mp3 é um dos principais responsáveis pelo aumento de 30% na perda de sensibilidade auditiva por jovens na faixa entre 12 e 19 anos. As taxas aumentam vertiginosamente para 77%, no entanto, quando se analisa apenas o grupo com perda (ainda) pequena da audição.
“A pesquisa chama a atenção para os riscos, já conhecidos, que esses aparelhos representam para a audição, principalmente quando usados em volumes muito elevados”, comenta Emma Harrison, diretora do Instituto Nacional para Pessoas Surdas da Inglaterra.
Estima-se que cerca de dois terços dos usuários que ouvem música com fones de ouvido mantenham o volume acima dos 85 decibéis recomendados pela Organização Mundial de Saúde - em uma conversa normal, o som emitido é de aproximadamente 90 decibéis.
“Acima disso, a pessoa corre o risco de sofrer danos permanentes à audição”, completa Emma. Em junho deste ano, a Inglaterra lançou a campanha “Não Perca a Música”, buscando estimular os jovens a ouvir música em volumes mais baixos.
A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial informou que no Brasil ainda não há dados sobre o assunto. Veja on line - 18/08/2010 - 20:50

 
 

Desidratação não é só doença de criança

Adultos e idosos também podem sofrer com a desidratação, doença causada pela perda excessiva de água e sais minerais. A prevenção é bastante simples e o tratamento, rápido. Mas, se os cuidados adequados não forem tomados, pode levar à morte. Geralmente, ocorre com maior freqüência nos meses mais quentes do ano devido ao aumento da incidência de doenças gastrintestinais, principalmente no verão, período em que os alimentos estão mais sujeitos à contaminação por bactérias.

Quando o organismo não consegue repor a quantidade de água e sais minerais eliminada pelo corpo através das fezes, urina e suor, a desidratação se instala. Por dia, nosso corpo elimina cerca de 2,5 litros de água.

A melhor solução para tratar a desidratação é o soro caseiro, juntamente com uma alimentação adequada. Para preparar o soro, dilua uma pitada de sal e três de açúcar em um copo de água filtrada ou fervida. Misture bem e dê à vontade para o paciente, a cada 15 ou 20 minutos. Em postos de saúde, você pode encontrar a colher-medida padrão para preparar o soro caseiro. Se os sintomas não desaparecerem, a conduta correta é procurar ajuda médica.

Os sintomas mais comuns são sede, irritabilidade e sono, pele ressecada, olhos fundos e boca seca e os bebês podem apresentar um afundamento na moleira.

 
 


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