Tudo o que você precisa saber
para um dia a dia com mais saúde.

 

A respiração pelo nariz feita pela criança é fundamental para o bom crescimento e desenvolvimento da face e suas funções como mastigação, deglutição e fala. No adulto evita o envelhecimento precoce.


Amamentação - Teste da linguinha

 

TESTE DA LINGUINHA JÁ É OBRIGATÓRIO EM ALGUMAS CIDADES

 

 A língua possui, em sua face inferior, uma pequena prega de membrana mucosa que a conecta ao assoalho da boca, sendo denominada frênulo da língua. O frênulo possibilita ou interfere na livre movimentação da língua.

No bebê restrições à livre movimentação da língua podem dificultar a amamentação que  pode levar ao desmame precoce e/ou baixo ganho  de peso, comprometendo o desenvolvimento dos  bebês.

 Queixas de crianças que diminuem o tempo entre as mamadas, demoram para mamar,  adormecem com freqüência durante a amamentação devido a grande esforço podem estar relacionadas ao frênulo encurtado que dificulta ou impossibilita a amamentação.

O teste da linguinha é um procedimento de grande importância para o diagnóstico da língua,  possibilitando um tratamento precoce, para adequar a sucção e a deglutição durante a amamentação, bem como prevenir futuros problemas de mastigação e fala.

 O exame leva menos que cinco minutos.

 A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, em parceria com a Associação Brasileira de Motricidade Orofacial, o Conselho Federal de Fonoaudiologia lançaram este ano a Campanha Nacional do teste da linguinha. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial de novembro de 2012 o Projeto de Lei nº 659 que dispõe sobre a obrigatoriedade do teste da linguinha no Estado de São Paulo. Em muitas cidades o teste já é obrigatório e coberto pelo SUS.

Vale ressaltar que a indicação para a frenectomia deve ser clinica e funcional para que o procedimento seja feito somente quando for realmente necessário.

 

 
 

Criança tem que mastigar

Entrevista concedida à Revista Vida Bebê  ano III n.13

 

 
 

Amígdalas e crescimento

Retirada de amígdalas estimula o crescimento

 Operar amígdalas e adenoide ("carne esponjosa") de crianças aumenta a produção de hormônios do crescimento, mostra pesquisa realizada no Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

Amígdalas e adenoide aumentadas causam obstrução da respiração, ronco e apneia do sono, prejudicando a produção do hormônio de crescimento que é liberado durante o sono.

"Os pais precisam saber que roncar ou dormir e respirar de boca aberta não é normal e pode prejudicar o crescimento da criança", diz o otorrinolaringologista Raimar Weber, que orientou a pesquisa do hospital Edmundo Vasconcelos.

Além da qualidade do sono, outros fatores podem influenciar a produção do hormônio do crescimento nas crianças operadas, segundo Spínola.

"O aumento do IGF-1 também está relacionado ao estado nutricional. Crianças que têm muitas infecções nas amígdalas se alimentam pior. E os remédios usados para tratar essas amigdalites também podem interferir na produção do hormônio."

O otorrinolaringologista Fabrizio Romano, do Hospital Infantil Sabará, de São Paulo, diz que a indicação da cirurgia não é "fazer crescer".

"Mas a remoção de amígdalas e adenóide pode corrigir fatores que estavam limitando o crescimento e fazer com que ele volte ao ritmo esperado."

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/913256-retirada-de-amigdalas-estimula-o-crescimento.shtml

Folha equilíbrio e saude – 08/05/2011

 

 

 

 

 
 

Seu filho escreve errado?

Seu filho escreve errado?

A aquisição da leitura e escrita é um processo complexo que passa por estágios que se iniciam com a identificação visual de palavras em que ela consegue, por exemplo, “ler” seu nome e de colegas na escola. Ou até mesmo uma determinada marca veiculada na mídia.

Depois ela passa por um estágio em que a relação texto e fala se fortalece. Neste estágio ela estabelece um código correspondente entre letras e conjunto de letras em sons da fala. Neste estágio se acriança apresentar alguma troca de fala esta pode ser transposta para a escrita.

Num terceiro nível da aquisição da leitura e escrita a criança compreende que há palavras em que há irregularidades na relação dos fonemas e grafemas, por exemplo, na palavra táxi, em que  o x tem som de “qsi”. Nesta fase os erros apresentados são denomionados de erros ortográficos e são trabalhados pelas escolas com eficiência.  Os erros ortográficos esperados são trocas de s por z, ç, c, as trocas de u e l e outras que envolvem grafia (letras) diferente.

Porem, as trocas chamadas fonêmicas são consideradas transtornos de escrita.

Muitas vezes surgem trocas que são consideradas fonêmicas. Este tipo de troca a escola tem grande dificuldade em resolver, porque muitas vezes estão baseadas em distúrbios na fala, mesmo sendo imperceptível para o ouvido. Ela pode trocar bode por pode, computador por combutator, gosto por costo, azul por asul, e neste caso não seria ortográfico porque o apoio de fala é na a emissão de asul.

As trocas apresentadas são entre os sons de /p/ e /b/, /t/ e /d/, sons /f/ e /v/, /s /k/ (som de ca-que-qui-co-cu) e /g/ (som de ga-gue-gui-go-gu), / (som de as-se-si-so-su) e /z/ (som de za-ze-zi-zo-zu) e ch (son de cha-che-chi-cho-chu) e /j/ (som de já-je-ji-jo-ju).

Estas últimas podem ficam mais camufladas parecendo serem trocas ortográficas, mas quando analisadas observa-se claramente a troca fonêmica (de som) e não grafêmica (de letras)

Há crianças  que apesar de se darem conta da presença do fonema, não conseguem diferenciar, um do outro com precisão criança pode ter a noção de que há duas letras para escrevê-lo e, desta forma, acaba optando por uma delas, embora possa ter dúvidas quanto à sua escolha.

Para evitar estes erros a fala deve ser avaliada antes de se iniciar a exposição à escrita, pois estes processos de aquisição de sons podem ser lentos muitas vezes o tempo de trabalho é curto para se evitar estes transtornos.

Existe um exame para se avaliar precisamente se a criança adquiriu todos os sons  da fala. Este exame pode ser feito a partir de 4 anos e meio a 5 anos de idade e seria uma prevenção quanto aos problemas de leitura e escrita.

Para as crianças mais velhas (mais de 7 anos) que já apresentam estas trocas o indicado seria o exame de análise acústica de fala para se detectar quais são as falhas na fala e de processamento auditivo central para identificar quais são as possíveis causas destas falhas.

 

  

Profa. Dra. Viviane Degan

Fonoaudióloga CRfa 4169

Especialista em motricidade orofacial

Mestre e Doutora em Odontologia pela FOP/UNICAMP

 

 
 

Chupeta - Modo de usar

Como usar a chupeta de forma correta: A chupeta pode ser usada para crianças que mesmo após terem sido alimentadas mantém a necessidade de sugar. Se a opção for pelo uso da chupeta, deve-se utilizá-la o menor tempo possível. Do nascimento até por volta de 4 meses de idade, a criança apresenta a sucção reflexa. Se a necessidade de sugar continuar mesmo depois de alimentadas, pode-se colocar a chupeta perto dos seus lábios,deixar que ele a abocanhe e assim que começar a sugar puxá-la para trás para que tenha que fazer mais força. Assim que ela parar a sucção retirá-la da boca. Quando a criança dormir a chupeta deve ser retirada, principalmente em crianças de mais idade. Evitar seu uso durante o dia enquanto faz atividades como brincar. Não associar a chupeta com situações de conforto e desconforto, por exemplo, quando a criança cair, ou estiver com fome, não dar a chupeta para ela parar de chorar, pois ela vai associá-la como algo que traz conforto,o que dificultará muito seu abandono. Fraldas não devem ser amarradas na chupeta, pois podem contribuir para o agravamento de flacidez dos músculos da face e prejuízos para as arcadas dentárias. Lembrando ainda que a amamentação por período longo é a melhor maneira para se evitar o uso da chupeta.

Prfa. Dra. Viviane Veroni Degan

Fonoaudióloga - Especialista em Motricidade orofacial

Mestre e Doutora em Odontologia - FOP/UNICAMP

 
 

Uso da Chupeta

 A chupeta é comumente usada desde o nascimento da criança. Muitas vezes é oferecida à criança sem nenhum critério, por costume da família e usada de maneira intuitiva. A criança mesmo antes do nascimento já está pronta para sugar, pois é assim que vai se alimentar e sobreviver. Nos primeiros meses de vida esta sucção é reflexa, ou seja, tudo que chegar a sua boca vai desencadear a sucção. Nesta fase algumas crianças apresentam o reflexo mais forte e continuam sugando mesmo estando sem fome. As crianças aleitadas naturalmente têm menor necessidade de continuar sugando, pois durante a amamentação faz um esforço físico muito grande cansando-se. Estudos apontam que crianças que são amamentadas utilizam menos a chupeta. O uso da chupeta pode interferir de maneira negativa no desenvolvimento da criança. A criança que utiliza a chupeta por um período longo do dia e está em desenvolvimento de fala, pode deixar de exercitar a fala, além de favorecer a posição de língua mais baixa, dificultando o uso correto dos sons do l e do r, entre outros. Flacidez muscular também pode ocorrer em função do uso da chupeta, dificultando a fala, mastigação, desenvolvimento correto das arcadas dentárias e o favorecimento da respiração pela boca, que é muito prejudicial para o crescimento da face. A criança que utiliza a chupeta deve abandoná-la por volta de no máximo 2 anos de idade. (Publicado na Revista Expressão Regional)

Profa. Dra. Viviane Veroni Degan

Fonoaudióloga Especialista em Motricidade Orofacial

Mestre e Doutora em Odontologia - FOP/UNICAMP

 
 

Exame de Análise Acústica de Fala

1.O que é o exame de Análise Acústica de Fala?

É um exame computadorizado que permite fazer o diagnostico de alterações na fala detectando omissões, substituições, distorções e imprecisões da fala de maneira fidedigna e precisa por meio de medidas acústicas. Também detecta posicionamentos inadequados de língua durante a produção da fala.

2.Objetivos do exame de Análise Acústica da fala

•Diagnosticar presença de modificação em ponto e/ou modo de articulação da fala (trocas fonêmicas).

•Detectar presença e ausência de fonte sonora, que permitem fazer diagnóstico preciso das alterações de traço de sonoridade (trocas entre os fonemas p/b (som de pe e be), t/d (te e de), k/g (que e gue), f/v (fe e ve), s/z(se e ze), ﻛ/Ʒ (che/xe e je/ge). Estas substituições muitas vezes são imperceptíveis auditivamente na fala e comumente aparecem em leitura e escrita.

 •Detectar posicionamentos inadequados de língua durante a fala (língua mais alta, mais baixa, mais anteriorizada ou posteriorizada).

 Este diagnóstico permite melhor condução de casos ortodônticos e/ou ortognáticos.

Profissional Responsável:

Profa. Dra Viviane Veroni Degan

Fonoaudióloga Especialista em Motricidade Orofacial

Mestre e Doutora em Odontologia – Área de Fisiologia Orofacial FOP/UNICAMP

 
 

Aleitamento materno e desenvolvimento da face

O bom desenvolvimento da face começa com sucção adequada. Portanto recomenda-se maior tempo possível de aleitamento materno (segundo OMS até 2 anos de idade).O aleitamento natural prepara a musculatura para realizar mastigação eficiente e mastigação eficiente é imprescindível para o correto desenvolvimento da face.

Prfa. Dra. Viviane Degan

Fonoaudiologa - Especialista em Motricidade rofacial

Mestre e Doutora em Odontologia- FOP/UNICAMP

 
 

Orientação para pais: gagueira infantil

Sete conselhos para ajudar a criança que gagueja:

 1. Fale com a criança sem pressa e com pausas freqüentes. Quando seu filho terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. A fala lenta e relaxada é muito mais eficaz do que criticar ou dizer: fale devagar, repita mais devagar.

2. Reduza o número de perguntas ao seu filho. As crianças falam mais livremente ao expressar suas próprias idéias ao invés de responder às perguntas dos adultos. Ao invés de fazer perguntas, faça comentários sobre o que seu filho disse, mostrando que você está prestando atenção.

3. Utilize expressões faciais e linguagem corporal para demonstrar ao seu filho que você está mais atento ao conteúdo da mensagem do que à sua forma de falar.

4. Reserve alguns minutos, todos os dias, para dar atenção ao seu filho. Deixe que ele escolha o que gostaria de fazer. Permita que ele dirija as atividades, decidindo se quer falar ou não. Quando você falar, utilize uma fala lenta, tranqüila, relaxada e com pausas freqüentes. Este momento calmo pode aumentar a auto-confiança da criança pequena, porque ela vai saber que o pai ou a mãe aprecia a sua companhia. Conforme a criança se torna mais velha, pode ser um momento em que se sente confortável para falar de seus sentimentos e experiências com o pai ou a mãe.

5. Auxilie todos os membros da família a aprender a escutar e esperar sua vez de falar. Para as crianças, principalmente para as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte.

6. Observe como você se relaciona com seu filho. Sempre que puder, mostre que você está prestando atenção ao que ele está falando e que ele pode utilizar o tempo que precisar para falar. Procure evitar a crítica, o falar rápido, as interrupções e as perguntas freqüentes.

 7. Acima de tudo, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O mais importante para o seu filho será o seu apoio, quer ele gagueje ou não.

 Fonte: 7 Ways to Help the Child Who Stutters Autores: Barry Guitar & Edward G. Conture Tradução: Ignês Maia Ribeiro. Revisão: Sandra Merlo.

 
 


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